Coordenadoria de Controle de Doenças

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03/04/2026 - Biossensor identifica câncer de pâncreas em estágios iniciais

 


 

| Agência de Notícias do Governo do Estado de São Paulo
 

Dispositivo busca diagnóstico rápido e acessível da doença, aumentando as chances de tratamento eficaz

   

 

Objetivo da pesquisa é criar uma ferramenta de rastreio de baixo custo que facilite o acesso e aumente significativamente as chances de sucesso terapêutico


 

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um sensor eletroquímico capaz de detectar o câncer no pâncreas ainda nos estágios iniciais. O dispositivo identifica uma molécula biomarcadora (CA19-9) da doença em baixas quantidades no sangue do paciente, oferecendo uma alternativa mais simples e barata a exames convencionais e menos acessíveis.
 

“Nos estágios iniciais, o câncer de pâncreas é assintomático, o que faz com que a doença seja identificada, na maioria das vezes, tardiamente. É por isso também que é um dos mais letais. Tanto que, nesses casos avançados, a taxa de sobrevida em cinco anos é de apenas 3%. A ideia de desenvolver esse biossensor simples e barato surge do princípio de dar acesso à rastreabilidade dessa doença”, conta Débora Gonçalves, professora do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP) e coordenadora do projeto.
 

No estudo, publicado na revista ACS Omega, os pesquisadores descrevem o funcionamento de um sensor que detecta a presença da proteína CA19-9, o principal marcador biológico do câncer de pâncreas. A proteína é frequentemente utilizada como marcador tumoral no acompanhamento da doença, sendo identificada apenas em exames laboratoriais mais complexos.




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